Ilha Fiscal (1889)
1 de Outubro de 2008
A Ilha Fiscal, localizada na Baía de Guanabara, foi primeiramente chamada de Ilha dos Ratos e para explicar isso existem duas versões: uma é que na ilha existiam pedras cinzas semelhantes à ratos; e a outra é que os ratos fugiam das cobras da Ilha das Cobras e se escondiam na Ilha Fiscal.
O castelo da ilha foi construído para ser um posto alfandegário e sua inauguração, em 1889, foi marcada com a presença de D. Pedro II.
Projetado pelo engenheiro Adopho José Del Vecchio, o edifício tem sua arquitetura inspirada no estilo neo-gótico das construções francesas do século XIV. Algumas de suas características arquitetônicas são: o curioso formato de flecha, sua cor verde-jade, adornos em cantaria (técnica desenvolvida pelos portugueses para o polimento das pedras), os vitrais importados da Inglaterra, o piso de torreão, feito em mosaico com 14 tipos de madeiras nobres e o relógio de quatro faces da marca alemã Krussman e Cia.
Em 1913, a Ilha foi transferida do Ministério da Fazenda para a Marinha. Em 1996, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha iniciou o projeto de restauração, com o apoio do Serviço de Documentação da Marinha e sob supervisão do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.
Hoje a Ilha Fiscal também é conhecida pelo “Último Baile do Império”, evento ocorrido em 9 de novembro de 1889, para receber a oficialidade do navio chileno Almirante Cochrane. O evento que marcou a época como a última grande festa da monarquia brasileira, antes da proclamação da República, em 15 de Novembro do mesmo ano, recebeu cerca de 5 mil convidados. Destaque para a decoração com balões venezianos, lanternas chinesas, vasos franceses e flores brasileiras, e pelas exóticas iguarias servidas, como os faisões, perus, camarões e aspargos. Uma banda, instalada no navio Almirante Cochrane, tocava valsas e polcas.
Dois fatos inusitados, ainda hoje não comprovados, ocorreram no “Último Baile do Império”. O primeiro foi que após a chegada da família real, às 22h, onde D. Pedro II, ao entrar no salão do baile, desequilibrou-se e caiu. Recompondo-se, exclamou: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu!”.
O segundo fato ocorreu ao amanhecer, na limpeza dos salões após a saída dos convidados, foram encontrados pelo chão alguns objetos, entre eles condecorações e até peças íntimas femininas, fato que escandalizou a sociedade da época.
Local: Espaço Cultural da Marinha, Av. Alfredo Agache s/n , próximo à Praça XV, Centro, RJ
Visitação: De 5a feira a domingo
Horário: 13h, 14h30 e 16h
Venda de ingressos: das 11h às 16h
Valores: R$ 8,00 - adultos/ R$ 4,00 - estudantes, crianças até 12 anos e adultos com mais de 60 anos.
Agendamento para grupos: (21) 2233-9165 / 2104-6992